Barro


Eu vejo a terra
E vejo tristeza.
Terra molhada de chuva,
Tristeza molhada de chuva.
Suja tristeza da terra.
A vejo triste de chuva.
A vejo chuva de terra.
Triste, vejo o que vejo:
É seca a terra em mim
E falta água que em barro
Molde uma alma, enfim.

Pedro Viegas
Porto Alegre, maio / 2002

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Um comentário

  1. reinodalira
    Enviado 22 de junho de 2012 em 1:52 pm | Link Permanente | Responder

    Forte!…Com a rispidez do ultra-romantismo “pero sin perder la ternura”!rs Lindo, parabéns amigo Pedro!

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