Meditativo

Queria ser centro e sou esquecido.
Sou centro onde queria estar incógnito.
Sirva-se. As frutas estão frescas, orvalhadas
da manhã.
Sumarentas doces frutas.
Doces e delicadas peles que te envolvem.
Serena assim serena a fitar o doce
lume da manhã
que se insinua.
Teu corpo delicado dentre a bruma.
Provemos do pomar
sobre a relva inda molhada.
Seus pés nus o que temer
na relva fresca e fina.
Venha entre estas alamedas
por onde vago e se
sozinho eu me perco.
É doce o rico sumo das
frutas do pomar.
Prove.
Tome de minha boca
o sumo dessa fruta.
Dividamos.
E sobre a relva esqueçamos
olhando o céu que nos protege,
sentindo a brisa que me traz teu cheiro.
Tu és presente.
Sinto presente para a vida.
Serei eu digno de que proves
dos pomares nos quais me perco?
Dos pomares que plantei na minha mente?

Pedro Viegas
Porto Alegre, Setembro 2001

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Um comentário

  1. reinodalira
    Enviado 19 de junho de 2012 em 3:06 pm | Link Permanente | Responder

    Lindo!…Esse é o romantismo, uma espécie de “primo” ou “irmão” mais velho do surrealismo!…rs Principalmente na forma transcendental e intimista que você escolheu para esse seu poema! Lindo demais, parabéns! Um abraço, amigo Pedro!

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