Randomatizes

Azeite e vinagre de vinho velho…
Classe nitrato, bass reflex, aracnoide.
Detrito latifólio no chão da mata.
Flato neutro, parada para ouvir:

O dom de Brahma, a rapsódia dos blastos.
Croma: divindade magnificada na aberrância.
Tecla em lata, batucada com lua de catraca e batente
E, domo de ronda, desopilo bronco desatado.

Segue teste adiante, acuidade na hipótese
De blasfêmia, gota aguda no tapume do zimbório.
Caiu uma ultra anágua, vejo vassoura, som na calçada:
Vendendo acelga, vai bacuri, Uiraquitã, vai!

 

Pedro Luiz Da Cas Viegas

Porto Alegre, 27 de outubro de 2004

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2 Comentários

  1. Enviado 23 de junho de 2012 em 12:51 pm | Link Permanente | Responder

    Sem palavras…
    Parabéns pela belíssima poesia!

  2. reinodalira
    Enviado 18 de junho de 2012 em 2:11 pm | Link Permanente | Responder

    Uau!…Um baile, ou um balé de termos e palavras difíceis de se falar, mas embriagantes e estonteantes de se cantar! Isso é poesia, isso é psicodelia! A psicodelia como era conhecida quando surgiu na cultura pop lá pros idos dos anos 60, ou antes com as experiências “lunáticas” ou desastradas do Doutor Albert Hoffman; era nada mais, nada menos do que o vanguardismo do dadaísmo, surrealismo e cubismo, cantados pela melodia da dissonância e desbunde produzidos pelo “doping cultural” da época! Maravilhoso! E tudo isso é poesia, é lindo!…Vida longa ao “Randomatizes”!

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