Dentifrício

Espelho de fronte.
Semidesperto reflexo.
Escovejo dentes
Sem qualquer sorriso.
Cuspo na pia
O branco de espuma.
Frescor que escoa
Até a quietude do ralo.
Escovejo sorriso
E o sorriso escoa.
Frescor do sorriso espelhado.
Frescor do sorriso no ralo.

pedro viegas porto alegre 11/04/2005

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2 Comentários

  1. reinodalira
    Enviado 23 de junho de 2012 em 3:58 pm | Link Permanente | Responder

    O sorriso, o espelho, a espuma!…O espelho a nos refletir com sua avessas e calidoscópicas impressões! É bom termos cuidado com ele, pois já vimos o que aconteceu com a Alice, não é…?! rs Mais um belíssimo poema desse outro adepto que acabo de conhecer, dessa arte ou da anti-arte(que seja!) de se fazer poesia, o dadaísmo! PARABÉNS!!!

  2. Enviado 23 de junho de 2012 em 12:48 pm | Link Permanente | Responder

    Incrível! Adorei seu estilo! Parabéns pela bela poesia!
    E obrigado pelo comentário em meu blog!
    Um abraço!

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