Maya

Sob a luz, crio sombras.
Na água, crio ondas.
Crio meus passos n’areia
E movimento no espaço.
Vibra no som que crio
Esta voz que logo calo.
E crio minha ilusão.
Minha doce esperança.
Crio minha memória
Destinada ao olvido.
Minha vida inteira,
Minha obra efêmera.
Meu breve instante.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 23/11/2012

Anúncios

4 Comentários

  1. Enviado 2 de dezembro de 2012 em 11:50 am | Link Permanente | Responder

    Maya seria a própria ilusão?!… É mesmo lindo e intenso, como afirmou reinodalira. Parabéns!

  2. reinodalira
    Enviado 24 de novembro de 2012 em 7:50 pm | Link Permanente | Responder

    Lindo!…E não é “efêmero”, é intenso!…Muito bom!… E não será “olvida” ou esquecida e sim “ouvida” por alguém quando eu recitar, se me permetir imprimir essa maravilha! rs Um abraço, amigo Pedro!

    P.s. Quem é “Maya”…?! Alguém em especial…?!
    Um abraço!

Escreva sua opinião

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: