Molusco

Choveu um pouco neste final de tarde. Na noite quieta
sobre a floreira, discreto, um caracol espia seu mundo. Não.
Hoje não estou disposto a matar nada. Pego o simpático molusco
e o coloco sobre uma Saintpaulia. Alguém não gosta disto. Não,
não vou atirá-lo às pedras da rua.

Agora ele deve estar continuando sua busca. Talvez
pense ao seu modo invertebrado.

E eu continuo sem saber se sei se vale a pena pensar.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, maio, 2005.

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Um comentário

  1. luiefmm
    Enviado 15 de maio de 2013 em 2:02 am | Link Permanente | Responder

    Talvez ele já fosse pra lá
    uma vez li Dom Juan advertindo-o
    por que tinha mudado um destino dum caracol
    ficou belo o poema
    o tema
    e o carinho pelo molusco

    Luiz Alfredo – poeta

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