Sento, etilizado, sento
Para melhor ouvir as vozes
Que mal, muito mal me chegam.
Mosquitos, sei, me desejam
Pelo que guardo nas veias.
Vivo, sou alimento.
E morto, que diferença?
Etanol, eis a sentença:
Vivo, sou sofrimento,
E morto, sou permanência
No puro esquecimento
No absoluto nihil.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 10 de março de 2025