Desterro

Toda flor que bem te quero
Minhas manhãs, tardes e ocasos
Tu és flor que mal espero
Dura vida, és belo vaso

Estros, astros, meus desastres
Esperei tanto por ti
Quantos fomos, tantas artes
Morto, sequei e sumi

Eu já não tenho mais asas
Cansaram de me levar
Agora restam as brasas

Do meu vil desespero
Sem alma, morto a penar
Te sonho no meu desterro

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 11 de março de 2025

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