Nave

Nave, eis que regressas. 
De onde virás agora? 
Sinuosamente ondas trazes. 
De onde vêm essas ondas? 
O que e quanto dizem 
À razão destes olhos e 
Ao diapasão destes ouvidos? 
O espaço enlaça o tempo. 
Nesse enlace o tempo passa. 
Tu, nave, no próprio teu descompasso, 
Embaraças estes sentidos 
Há tanto contidos na cápsula, 
Há tanto retidos no lapso 
Deste meu contínuo fluxo. 
 
Pedro Luiz Da Cas Viegas 
Gravataí, 10 de abril de 2012 
 
 
 

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