Seco

Pedes por cuidado 
Pequena flor perdida 
A quem te olha, seco, 
Como a terra ardida. 
 
Quem te olha seco, 
Pobre flor perdida, 
Não protagoniza 
Sua própria vida. 
 
Um pouco de água 
De secreta fonte 
Talvez ainda encontres 
No meu seco deserto. 
 
Há de estar por perto, 
Não jazer tão fundo  
A rica umidade 
Deste coração. 
 
Já não há deserto 
Minha flor remida. 
Tu és meu oásis, 
És minha razão. 
 
 
 
Pedro Luiz Da Cas Viegas 
Gravataí, 22 de março de 2012 

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