O céu que me viu

Vi um céu noturno feito de filigranas inquietantes. 
 
Moviam-se estáticas, eram tudo aquilo que não foi provado. 
 
Transpus a parede do sólido com bússolas instantâneas. 
 
Fui levado ao encontro do emaranhado arquetípico presente no centro de todos os perímetros. 
 
Como brilhou e girou antes de se diluir no cálice não euclidiano que acomodou a sede do carrasco piriforme. 
 
Bebi-me e gerei um choro mutilado, floculado e cadente. 
 
 
  
Pedro Luiz Da Cas Viegas Cachoeirinha, 09/05/2025 
 
 
pedroldcv.wordpress.com

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