Lua, saibas que tua luz é alheia
E por isto és tão inconstante.
Dominas a noite, de brilho tão cheia,
E aos poucos te apagas, minguante.
Praticamente te somes, Lua nova,
Quando a luz já não te revela.
E retornas aos poucos, crescente,
Quando o Sol te torna tão bela.
Vês! És corpo escuro de luz não dotada.
És tão dependente da luz como sou.
Tens sim tanta graça pelo sol revelada,
Graça noturna dos caminhos sombrios onde vou.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 11 a 12/06/2001
Luna
Luna, sepas que tu luz es ajena
y por eso eres tan inconstante.
Reinas la noche, de brillo tan llena,
y poco a poco te apagas, menguante.
Prácticamente te vas, Luna nueva,
cuando la luz ya no te delata.
Y regresas despacio, creciente,
cuando el Sol de nuevo te resalta.
¡Mira! Eres cuerpo oscuro, sin fulgor,
tan dependiente de la luz como yo.
Tienes tanta gracia por el resplandor,
gracia nocturna en los caminos que voy.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 11 al 12/06/2001