
Lá de cima
Grita, grita, brilha
A louca, líquida Lua.
Ser tolo?
Ser tonto?
Ser tanto?
Sertões de almas secas.
Ser gota no teu oceano.
Tu sorris tuas arcadas.
Reflexo, vejo-me em teus olhos.
O sono do sentinela
É nossa insônia.
Sou atalaia.
Tu és o sono que não vem.
Centauro andaluz
Sob Lua de nitrato
Vamos, bela, bora, borato.
Bela barca, Barba Roxa!
Pigmento, pigmeu,
Teu, nosso, vosso,
De quem mais
Será esse soluço?
Ursas do norte
Em retalho de seda?
Imagino e tudo parece muito.
E sou tão pequeno,
Tão pouco.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 2025