Randomatizes

Azeite e vinagre de vinho velho…
Classe nitrato, bass reflex, aracnoide.
Detrito latifólio no chão da mata.
Flato neutro: parada para ouvir
o dom de Brahma, a rapsódia dos blastos.

Croma: divindade magnificada na aberrância.
Tecla em lata, batucada com lua de catraca e batente.
E, domo de ronda, desopilo bronco desatado.
Segue teste adiante, acuidade na hipótese
de blasfêmia, gota aguda no tapume do zimbório.

Caiu uma ultra anágua, vejo vassoura,
som na calçada: vendendo acelga,
vai bacuri, Uiraquitã, vai!

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 27 de outubro de 2004

2 comentários em “Randomatizes”

  1. Uau!…Um baile, ou um balé de termos e palavras difíceis de se falar, mas embriagantes e estonteantes de se cantar! Isso é poesia, isso é psicodelia! A psicodelia como era conhecida quando surgiu na cultura pop lá pros idos dos anos 60, ou antes com as experiências “lunáticas” ou desastradas do Doutor Albert Hoffman; era nada mais, nada menos do que o vanguardismo do dadaísmo, surrealismo e cubismo, cantados pela melodia da dissonância e desbunde produzidos pelo “doping cultural” da época! Maravilhoso! E tudo isso é poesia, é lindo!…Vida longa ao “Randomatizes”!

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