Amor

Semidurmo de alma e corpo,
feto sob útero de cobertas,
na penumbra de um quarto casular.

Tu me chamas para a vida,
tu perguntas o que eu tenho.
— Não sei, eu digo.
Não sei, duvido de mim mesmo.
Não sei sequer se me conheço,
não sei o que quero,
o que sou ou quem sou.

— Meu bem, talvez isto passe
com uma xícara de café.

Me traz, então.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha,  24/05/2025

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