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Todos estão ocupados.
Uns nascem,
uns crescem,
uns morrem.
Parei em algum ponto.
Talvez eu seja um eterno nascituro.
Todo este crescimento se resume em sofrer,
carregar uma cruz
e agradecer.
A loucura do mundo não é a minha loucura.
Mas não sou convicto da minha própria loucura.
Começo a desejar e me alegrar com o fim,
pois percebo estar entre aqueles que morrem para o mundo.
E eventualmente para a vida.
O mundo parece me acompanhar nesta morte.
Mundo malnascido.
Mundo que incha como carniça varada pelo gusano.
Mundo que não cobiço.
Mundo.
É este o mundo.
Sou este o eu.

Pedro Viegas. Cachoeirinha, 5/2/2026

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