Resmungam nos quintais
os cães,
o vento,
as horas liminares.
Versos nascem
e morrem esquecidos
distantes dos olhares.
O que sei de ti, que não me lês?
O que sei dos cães nesses quintais?
Do vento inconsolável e das horas taciturnas —
o que sei?
Há algo a saber?
Durmam, doces e amargos versos.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 15/02/2026