Amor em sépia

A vida em sépia
ressuma a nostalgia.
Quando fui à capela que ardia
em glória dourada e singela,
sinos batiam p’ra ti,
Minha doce, amada Reni!

No altar dançavam as chamas
das velas consagradas ao Altíssimo.
Fiéis cantavam hinos em uníssono,
e tudo soava como fosse p’ra ti,
Minha sagrada, amada Reni!

O silêncio se fez oração.
Em cada pedra, uma lembrança;
o som do vento, a exaltação
da alma que vive e não cansa
de amar-te, Reni.

E enquanto o tempo flui calado,
em sépia, a vida se faz encanto —
faz-se meu ardor, a ti consagrado,
luz que não se apaga, manto
da tua paz, Reni, meu eterno canto.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 28/07/2025

Traduza esta página: (As traduções são feitas pelo Google e não garantimos sua fidelidade poética.)

Tu, meu labirinto

Gotas sobre o cimento amianto.
Discretamente, uma nota falsa.
Um si be(mol)dura a face de quem canto.
Clarineta de raro ébano petroquímico.

O que não mais se pinta de místico
com as mãos do mímico,
satélites de mil pantomimas
em torno à face que ilumina,

gotas sobre o pavimento,
sobre o asfalto morno,
como o singelo adorno
aninhado ao peito dela.

E os brincos — cometas, planetas —
presos ao centro desse universo
que tanto quero e conheço,

— Dançam,
e me encontro nela:
Reni, meu labirinto.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 07/06/2025 — 26/07/2025

Tú, mi laberinto

Gotas sobre el cemento amianto.
Discretamente, una nota falsa.
Un si be(mol)dura el rostro de quien canto.
Clarinete de raro ébano petroquímico.

Lo que ya no se pinta de místico
con las manos del mimo,
satélites de mil pantomimas
alrededor del rostro que ilumina,

gotas sobre el pavimento,
sobre el asfalto tibio,
como el sencillo adorno
anidado al pecho de ella.

Y los pendientes — cometas, planetas —
atados al centro de ese universo
que tanto quiero y conozco,

— Bailan,
y me encuentro en ella:
Reni, mi laberinto.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 07/06/2025 — 26/07/2025

Poema hipnagógico

Imagem no topo

Dormindo, chamei Joventina. 
Jamais vi, toquei, nem ouvi; 
jamais conheci Joventina. 
Delírio de sonho, decerto, 
sinais de um mundo entreaberto… 
É jovem, mulher ou menina? 

E você me ouviu fazendo tais rimas
com um nome de alguém que não vi.
Um sonho sem cor, sem Joventina,
apenas um jogo, te juro, Reni!

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 23/07/2025

Poema hipnagógico
Traducción al español

Dormido, llamé a Joventina.
Jamás la vi, toqué ni oí;
jamás conocí a Joventina.
Delirio de sueño, sin duda,
señales de un mundo entreabierto…
¿Es niña, joven o mujer?

Y tú me oíste rimar así
con un nombre de quien nunca vi.
Un sueño sin color, sin Joventina,
solo un juego, ¡te lo juro, Reni!

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirinha, 23/07/2025

Voilá!

Num gesto —
no palco vazio
a luz deu o tom.

Voilá!

A vida em cena,
a cortina do tempo
desliza —
silente.

Voilá!

Brilham olhares,
faíscas na noite,
descortinares —
tempo presente.

A palavra em cena:
voilá!

Surge o poema,
brotado da pena.
Reni não esperava
tal peça da mente.

Em cena, a palavra.

Pedro Luiz Da Cas Viegas
Cachoeirnha, 04/06/2025