Chuva para embalar sonos
Sonos para afastar
Afastar qualquer coisa
Coisa da qual se fuja
Fugindo da chuva
Chovendo na fuga
Fuga chuvosa
Chuva fugaz
Fuga chuvaz
Chuva fugosa
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 4 de setembro de 2001
para poemas que incluem neologismos
Chuva para embalar sonos
Sonos para afastar
Afastar qualquer coisa
Coisa da qual se fuja
Fugindo da chuva
Chovendo na fuga
Fuga chuvosa
Chuva fugaz
Fuga chuvaz
Chuva fugosa
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 4 de setembro de 2001
Pegar algo,
Fazer algo.
Pegar um cão e passear.
Pegar um carro e rodar.
Pegar um martelo
Inserir prego em madeira.
Pegar uma pedra e atirar.
Pegar ventos
Aspirar frios.
Aspirar e tremer.
Tremer e parar.
Pensar no próximo passo.
Passo a passo
Estacionário impasse
Quem tiver vontade de aço
Que minha vontade trespasse
E arranque desta cadeira
Esta cabisbaixa caveira
Mostre o caminho do sol
Não consigo sorrir
Vou pegar o espelho
Atirar ao pavimentado passeio
-Meus cacos sérios
Serão pisoteados
E ficarei quieto
Meu peso na alma
O grito trancado por trás do gradil
Agarro uma grade – o vão é estreito
O horizonte que vejo
A avenida e o vento
Caniloquazes chamados
Serei eu, serão eles?
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre . 7, outubro, 2001.